terça-feira, 23 de junho de 2015

Checar o celular o tempo todo causa doença neurológica grave

Posição faz cabeça pesar mais e sobrecarrega a articulação do pescoço. Foto: Divulgação Checar mensagens, fazer ligações e verificar redes sociais no celular são comportamentos rotineiros para a maioria das pessoas. Mas, se excessivo, este hábito pode causar malefícios à saúde, como foi o caso do jornalista inglês Adam Estes. De tanto abaixar a cabeça para mexer no aparelho, ele danificou os nervos cervicais e desenvolveu uma nevralgia occipital. A doença neurológica pode causar intensas dores na cabeça e no pescoço, além de, em casos mais graves, alterar a sensibilidade de partes do corpo.

Segundo informações divulgadas no site britânico ‘Daily Mail’, o jornalista sofria de fortes e constantes dores na cabeça. Antes de procurar um neurologista, Adam tentou recordar de todas as suas atividades diárias, para descobrir qual delas atingia a região do pescoço. Mas se surpreendeu quando o médico disse que o problema estava relacionado ao uso frequente de smartphone. “Eu sentia como se alguém estivesse batendo com aço na minha cabeça. Era terrível. Sempre leio, jogo e respondo e-mails pelo celular. Fico a maior parte do dia com a cabeça virada para baixo, usando o aparelho”, contou o paciente.

O ortopedista Rubene Campos, da Clínica Carraro, explica que a coluna cervical serve como proteção da medula espinhal, de onde saem os nervos, os quais se espalham pelo organismo. Caso haja alterações na estrutura da coluna, há uma compressão no local, podendo danificar os nervos e, por consequência, gerar uma perda de força muscular e de sensibilidade no corpo.

Rubene diz ainda que ficar com a cabeça inclinada durante um longo período sobrecarrega a articulação do pescoço. Quando o usuário a abaixa para usar o celular, a coluna pode ter que suportar uma pressão de 27kg a mais. “A coluna vertebral costuma trabalhar em equilíbrio, mas a má postura provoca a multiplicação do peso da cabeça, que normalmente é de 6 a 8kg. Com isso, há maior risco de aparecerem traumas nessa região”, acrescenta.

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