segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Em apenas 9 dias, Rio Grande do Norte tem 41 homicídios e supera média de 2014

Foto: José Aldenir

Números divulgados pelo Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH), neste sábado, mostram que nem mesmo os planos de urgência adotados pelo governador Robinson Faria estão conseguindo diminuir a violência no Rio Grande do Norte. Contando os nove primeiros dias de 2015, 41 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) foram registrados no Estado.

Fazendo uma comparação com 2014 a quantidade assusta ainda mais. Em janeiro do ano passado, foram 137 CVLIs, uma média de 4,4 por dia e durante todo o ano a média foi de 4,19. Já em 2015 a média diária é de 4,5. O último caso aconteceu na cidade de Antônio Martins, nessa sexta. A vítima, Irandir Calixto de Mesquita, 35 anos, foi encontrado dentro de uma casa que ele estava construindo, localizada no Alto da Ema. A polícia foi acionada pela mãe de Irandir, que o encontrou caído no local. Peritos do ITEP que atenderam a ocorrência constataram que Irandir foi atingido por um disparo de arma de fogo na cabeça.
Também na sexta, um adolescente identificado apenas pelo nome de Ravely, foi encontrado morto na estrada que dá acesso ao açude de Vinícius, em Bom Jesus-RN. Segundo informações repassadas pela Polícia Militar, o corpo estava com marcas de tiros na cabeça e a suspeita é que o jovem tenha sido levado na noite anterior para ser executado no local.

Um total de 22 cidades já registraram CVLIs em 2015 no RN, são elas: Natal (16), São Gonçalo do Amarante (3), Macaíba (2), Mossoró (2), Bom Jesus (2), Ceará-Mirim(2), Venha Ver (1), Poço Branco (1), Jaçanã (1), Parnamirim (1), Olha d’Água do Borges (1), São José do Mipibú (1), São Paulo do Potengi (1), Serra de São bento (1), São Miguel do Gostoso (1), Nísia Floresta (1), Currais Novos (1), Assú (1) e Antônio Martins (1). Segundo o CEDH, até a manhã deste sábado, o local onde um dos homicídios aconteceu não tinha sido divulgado.

Ao ser questionado sobre os números do ano passado, Ivenio Hermes, que integra o CEDH do RN, tinha adiantado que o Governo precisava “revolucionar” a maneira como a segurança pública é trabalhada no Estado. “A taxa de morbidade de 4.19 assassinatos por dia não será estancada com facilidade, precisamos de novas estratégias de policiamento ostensivo, de investigação e de inteligência policial. O Rio Grande do Norte precisa de mais policiais militares e civis, os municípios precisam de incentivo para compor e manter suas guardas civis, o diálogo da gestão integrada com as policias federais e outros órgãos, com o Tribunal de Contas do Estado, precisa ser estreitado e enquanto isso, a população precisa confiar no governo, precisa saber de sua realidade, precisa de uma estatística que dê a real noção da segurança”.


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