sábado, 1 de novembro de 2014

Preconceito impede homens de fazer exame que detecta câncer de próstata

A campanha nacional Novembro Azul, realizada anualmente para divulgar e conscientizar a importância dos cuidados com a saúde do homem e a prevenção ao câncer de próstata, começa neste sábado (01) com foco no combate ao preconceito contra o exame que pode detectar a doença e salvar vidas. De acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), cerca de 870 novos casos da neoplasia maligna devem surgir este ano no Rio Grande do Norte, sendo 31% destes somente em Natal.

Segundo o urologista Rodrigo Trigueiro, há uma mistificação muito grande em torno do exame de toque retal, que é importante para o diagnóstico precoce da doença, mas temido pelos homens por causa do preconceito e da falta de conhecimento sobre o procedimento, que é rápido e indolor. E que esse é uma dos principais barreiras que impedem que muitos façam a prevenção ao câncer, junto com o medo e a falta de tempo alegada por homens que trabalham o dia inteiro e são atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“A questão cultural do machismo é muito forte, infelizmente, seguida pelo medo de que o procedimento doa e da falta de tempo, principalmente para que não tem plano de saúde e não encontra tempo para uma consulta preventiva. É por isso que a campanha é feita para conscientizar a população masculina da necessidade de tirar um dia para cuidar da sua saúde, para desmistificar o exame, que não dói e dura poucos segundos. É desconfortável, mas necessário para complementar a medição de PSA (antígeno prostático específico), que é feito por meio de análise de amostra de sangue”, explicou.

Ele disse que o câncer de próstata é o tipo de neoplasia que mais afeta o homem brasileiro após os 50 anos e que uma recente pesquisa nacional feita pelo Inca revelou que apenas 32% destes declararam já ter feito o exame preventivo. E que a Cooperativa de Urologistas do Rio Grande do Norte (Urocoop) trabalhará durante o Novembro Azul com o alerta para a necessidade de acompanhamento médicos regular para o público masculino, conscientizando para a prevenção desta e de doenças que afetam o homem, como hipertensão e diabetes, entre outras.

“Pelo fato de muitos pacientes permanecerem assintomáticos durante muito tempo, é vital que, ao chegar na casa dos 50 anos, os homens procurem um especialista para a realização dos exames que detectem a doença. E, no caso de pessoas com histórico familiar da doença e também da raça negra, o recomendado é que se falam check-ups a partir dos 40 anos, por precaução. Temos que deixar o preconceito e o machismo de lado e cuidar da nossa saúde, que é o bem mais importante”, afirmou.

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