quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Cidades do Seridó terão diminuição no abastecimento de água, diz Caern

Segundo a Caern, rio Piranhas-Açu tem metade do volume d'água registrado para o período (Foto: Padre Erivan Primo)Quatro municípios potiguares devem sofrer com a diminuição do abastecimento de água devido a queda do volume do rio Piranhas-Açu, na região Seridó do estado. A orientação parte da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), que pede que a população evite o desperdício e enfoque na economia de água até que a situação seja normalizada.

Ainda segundo a Caern, atualmente o volume de água do rio Piranhas-Açu é de 43 centímetros, quando o normal fica em torno de 86 centímetros. A companhia diz que os municípios de Jardim de Piranhas, Timbaúba dos Batistas, São Fernando e Caicó serão afetados. Neste último, o abastecimento está sendo temporariamente realizado somente pelo açude Itans, responsável por 50% de toda a água que chega à cidade.

A Caern afirma ainda que, além da seca que atinge a região, a alimentação hídrica do rio - que é feita pelo complexo Curema-Mãe D'água, que tem nascente na Paraíba - está comprometida devido ao barramento da vegetação.

"O problema acontece na altura do rio Piancó, onde houve uma tentativa de intervenção por parte da Agência Nacional de Águas (ANA). Os técnicos tentaram retirar parte da vegetação manualmente, mas ainda não conseguiram liberar o fluxo normal da água. Um serviço de limpeza mecanizada, que pode acelerar o processo, só poderá iniciado após a conclusão da etapa manual. Fomos informados pela ANA que isto pode demorar, por isso é importante que a população faça a sua parte, economizando”, ressalta Bruno Medeiros, chefe da unidade de água em substituto de Caicó.

Dentre as recomendações, a Caern orienta que os moradores evitem lavar louça, cabelos ou escovar os dentes com a torneira ou chuveiro aberto. Além disso, a companhia pede que a população evite varrer as calçadas com água e que fique atenta a vazamentos em instalações internas nos imóveis.

G1

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