quinta-feira, 14 de agosto de 2014

A fim de evitar ataques, ONG estuda tubarões pelo litoral nordestino

Equipe estuda, captura, cataloga e solta os tubarões (Foto: ONG Ocearch)

Pesquisadores da ONG Ocearch, dos Estados Unidos, estão em Natal para estudar o comportamento e a movimentação de tubarões pela costa nordestina. Os biólogos colocam sensores nos animais, que passam a ser monitorados por satélite. É o que mostra matéria exibida pela Inter TV Cabugi (veja vídeo ao lado). 

A expedição, iniciada no dia 23 de julho, noRecife, tem dois objetivos principais: obter informações para ajudar no monitoramento das praias, a fim de se evitar ataques aos banhistas, e entender melhor a vida dos tubarões.
A primeira etapa da pesquisa termina ainda nesta semana, mas o estudo deve durar cinco anos. Este é o tempo necessário para que os marcadores enviem mensagens via satélite sobre o comportamento dos animais.

No laboratório instalado no navio da organização internacional, os pesquisadores analisam as amostras retiradas de tubarões encontrados emFernando de Noronha. Seis já foram examinados e marcados com sensores sonoros e de localização. “O fato de a gente encontrar machos juvenis naquela região pode significar que aquele é um local, não propriamente de berçário, mas de desenvolvimento onde os animais ficam para crescer e chegar à fase adulta, ou mesmo um local de cópula”, explicou a bióloga Natascha Wosnick.

No litoral potiguar a pesca de tubarões é comum. A equipe estuda, captura, cataloga e solta os tubarões. “Nós percebemos que estes tubarões têm se deslocado para o Norte. E passam aqui apelo litoral, tanto da Paraíba como do Rio Grande do Norte, e chegam também a ilhas oceânicas, como Fernando de Noronha e outros mantos submarinos da região. Por isso acreditamos que eles vão andar por aqui, sim”, ressaltou André Afonso, que é biólogo da Marinha.

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