sábado, 21 de junho de 2014

Manipulação de resultados preocupa a Fifa e Brasil x Camarões está na berlinda

Cassio Zirpoli/DP

A manipulação de resultados é algo que assusta a Fifa, e não é de hoje. Há tempos a entidade realiza estudos e produz investigações com associações famosas, como a Interpol. No Mundial 2014, o interesse nos jogos de futebol é ainda maior, o que também aumenta o alerta da federação sobre possíveis fraudes, num bilionário mercado paralelo. Uma preocupação da organização paralela à infraestrutura do torneio. Na primeira fase ainda há uma partida de alto risco. Qual? Brasil x Camarões, na próxima segunda em Brasília.

A suspeita vem do fato de os africanos já estarem eliminados - e ainda terem enfrentado problemas na negociação de premiações para o Mundial, e tal ponto é considerado muito importante na parceria investigativa Fifa/Interpol. "Jogos assim têm tanto peso quanto um jogo de abertura e uma final da Copa nas casas de apostas", diz o alemão Ralf Mutschke, diretor de segurança da Fifa,

Nesta sexta, o dirigente explicou que vem sendo as ações tomadas na Copa até o momento. Até a realização da coletiva, 23 das 64 partidas da competição já haviam sido realizadas. Nenhuma suspeita foi oficialmente revelada, por mais que a atuação do assistente colombiano Humberto Clavijo tenha sido questionada - ele anulou, por impedimento, dois gols legítimos do atacante mexicano Giovani dos Santos contra Camarões, ainda na primeira rodada, em Natal.

"Não encontrar indícios no mercado de apostas não significa que possa haver situações que talvez sejam estranhas, bizarras. Existem coisas que não podem ser explicadas facilmente", afirmou, para em seguida ser mais claro sobre a opinião, numa pergunta feita por um jornalista compatriota, do Bild. "Ainda não posso me pronunciar ou revelar. O meu antecessor passava muitas coisas à mídia enquanto o caso ainda estava sendo analisado. Eu respeito a integridade das pessoas por isso não vou me pronunciar nesta fase até que tenha provas de que algo aconteceu. Para mim, as pessoas não tem culpa até que seja provado o contrário", disse Mutschke, que ainda seria perguntado mais uma vez.

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