sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

'É uma vergonha' diz promotora do caso Telexfree, sobre patrocínio do Botafogo


A promotora Alessandra Garcia Marques, do Ministério Público do Acre, ficou surpresa com o fato de o Botafogo ter anunciado um contrato de patrocínio com a Telexfree - empresa que ela denunciou, sob acusação de fazer esquema de pirâmide financeira. A Telexfree foi condenada no Acre, e os bens de seus sócios estão indisponíveis no Brasil.

(Como assim condenada? Se o processoa ainda está em tramitação). Grifo Nosso

- É incrível, isso é uma vergonha, isso só acontece no Brasil - afirmou a promotora ao blog, por telefone. - Os bens dos sócios e dos principais executivos já foram tornados indisponíveis no Brasil. Soube por um vídeo que o contrato foi assinado nos EUA, mas se aparecerem mais bens lá, a Justiça do Brasil pode tentar tomar o que estiver em nome deles. Porque existe mais de um milhão de pessoas a serem ressarcidas no Brasil. E isso é uma decisão. Agora é com o Poder Judiciário.

(Realmente isso só acontece no Brasil, uma empresa liberada em mais de 60 países e bloqueada apenas no Estado do Acre, considerado o mais corrupto do país, e o que é pior, liberado no país mais rigoroso do mundo, EUA). Grifo Nosso

(TelexFREE provou que tentou devolver o dinheiro dos divulgadores, tendo apoio inclusive do congresso nacional, e essa Promotora não deixou, isso sim é uma vergonha, e agora vem dizer que o dinheiro é para ressarcir os divulgadores). Grifo Nosso

Os réus na ação que corre no Acre são os mesmos que aparecem no vídeo divulgado pelo clube, em que aparecem assinando contrato e recebendo camisas do Botafogo com seus nomes nas costas. 

A juíza Thaís Kalil, titular da segunda vara cível de Rio Branco, não quis dar entrevista sobre a parceria firmada entre Botafogo e Telexfree. Thaís é a juíza responsável pela decisão que bloqueou todas as atividades da empresa e pela indisponibilidade dos bens de seu sócios - o que impede a Telexfree de atuar no Brasil. 

- Soube do acordo com o Botafogo pela mídia. A Telexfree americana não faz parte do processo, então não tenho como analisar.

O contrato de patrocínio com o Botafogo não muda em nada a decisão de manter a empresa proibida de funcionar no Brasil.

Fonte: Globo Esporte


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