terça-feira, 12 de novembro de 2013

Bordadeiras do Seridó buscam selo de exclusividade do produto potiguar

Estudo do Sebrae/RN atesta identidade entre o produto e a região Seridó (Foto: Giovanni Sergio)Após a concessão de Indicação Geográfica do Melão de Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte, o estado poderá contar com um segundo produto certificado pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Já está em andamento o processo de pedido para registro de Indicação Geográfica do tradicional Bordado do Seridó.
O trabalho das bordadeiras da Região do Seridó para pleitear a Indicação Geográfica teve início em 2011. O Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do RN realizou estudo que comprova a relação do bordado com a identidade da região. A expectativa é de que ainda no próximo ano as bordadeiras sejam contempladas com o certificado.

Segundo a gerente da Unidade de Inovação e Tecnologia do Sebrae Nacional, Hulda Oliveira, a Indicação Geográfica é tratada como prioridade. Para isso, a entidade acaba de aprovar projeto que prevê investimento na ordem de R$ 8 milhões para apoio ao mecanismo que prevê proteção e promoção local.

“Vamos investir nos próximos dois anos um total de R$ 8 milhões através do apoio a novas Indicações Geográficas e àquelas já existentes. Temos o tema como prioridade, pois sabemos da importância que uma IG representa”, destaca. Desde 2008, o Sebrae desenvolve o trabalho de apoio aos registros de Indicação Geográfica. Ao todo, 17 pedidos foram feitos junto ao INPI, com a concessão a onze deles.

A Indicação de Procedência do Melão de Mossoró é a 12ª Indicação Geográfica concedida pelo INPI na região Nordeste. Número que, segundo o chefe da Regional Nordeste da entidade, Alberto Moreira, ainda é pequeno. Segundo ele, apesar do potencial existente, a cultura de disseminação do tema precisa ser mais difundida.

“O apoio de entidades como o Sebrae está sendo decisivo para que possamos melhor disseminar o tema da Indicação Geográfica. Mas ainda precisamos ter de forma mais presente a cultura de disseminação do tema, pois temos um grande potencial e um número pequeno de concessões”, avalia.

G1 RN/ V&C


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