terça-feira, 6 de agosto de 2013

Caso F. Gomes: promotor garante que morte de radialista foi encomendada a Dão

Júri de João Francisco dos Santos, o Dão, tem a presença de populares de Caicó

O promotor de Justiça Geraldo Rufino foi o primeiro a participar do segundo dia de júri de João Francisco dos Santos, o Dão, acusado de matar mediante promessa de dinheiro o radialista Francisco Gomes de Medeiros, o F. Gomes. Na manhã desta terça-feira (6), Rufino contestou o depoimento de Dão e garantiu que ele agiu a mando de um grupo.

Geraldo Rufino iniciou a exposição mostrando aos jurados o laudo sobre a morte de F. Gomes. Com os tiros disparados por Dão, o radialista teve Hemorragia de três litros de sangue, o pâncreas dilacerado, assim como perfurações no intistino e bexiga. Após isso, iniciou a contestação sobre o depoimento e Dão.

O promotor disse que não havia motivos para se acreditar na versão de Dão sobre o crime, onde ele disse que agiu por conta própria e que só atirou contra F. Gomes depois de encontrar por acaso com o radialista na rua e tirar satisfações sobre supostas matérias contrárias a Dão. Para Rufino, a versão é mentirosa e os depoimentos das testemunhas de ontem mostraram que ele agiu de forma premeditada.

"Houve sim o incentivo financeiro para o homicídio, através da organização que teria prometido dinheiro pelo 'serviço'", disse o promotor, em referência ao suposto "consórcio" realizado para encomendar a morte do radialista. "Não há ninguém que não seja de paz neste plenário, a não ser este rapaz", finalizou Rufino.

Tribuna do Norte

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