sexta-feira, 19 de julho de 2013

Retorno da chuva favorece a safra de caju no Rio Grande do Norte


A região de Serra do Mel, próxima a Mossoró, no Rio Grande do Norte, estava a quase 14 meses sem chuvas significativas. Os produtores de caju aguardavam o retorno das precipitações para que as árvores se recuperem da proliferação de fungos e dos ataques da mosca branca, principal praga da cultura. De acordo com a Climatempo, nos próximos dias, áreas de instabilidade vindas do oceano, conhecidas como Ondas de Leste, espalham muitas nuvens sobre grande parte do estado. A previsão é de que os volumes acumulados fiquem entre 60 a 80 milímetros nas áreas litorâneas e entre 20 a 30 mm no interior.

A presidente da Cooperativa dos Beneficiários Artesanais de Castanha de Caju (Coopercaju) de Serra do Mel, Terezinha Oliveira, explica que para garantir um bom período de frutificação e o extermínio das pragas e fungos, são necessários volumes de chuva significativos. “A quantidade de chuva precisa estar entre 600 a 800 mm para manter a expectativa de safra e o período de frutificação dentro da normalidade. Isso é necessário porque nem todos os cajueiros seguem os ciclos de forma conjunta. Existem algumas plantas que, em duas florações, já dão frutos maduros para serem colhidos. Já outras, chegam até a terceira fase para dar mais folhas e frutos.”, afirma Terezinha.

Contudo, segundo dados da estação automática do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Mossoró, até meados de julho, foram acumulados cerca de 450 mm na cidade. Com isso, muitos pés têm se recuperado. A expectativa é que a fase de colheita seja efetuada entre setembro a dezembro. Para a safra corrente, a Coopercaju estima que a produção de castanha de caju supere a anterior, quando foram colhidas aproximadamente 1.000 toneladas, o que representa, porém, um retrocesso de 90% em relação às safras de 2011 e 2010.

Cajueiro no Brasil via V&C

Nenhum comentário:

Postar um comentário