quinta-feira, 23 de maio de 2013

Lagoa Nova registra nova mortandade de peixes em reservatório


Lagoa no RN volta a registrar mortandade de peixes (Foto: Roberto Paixão)

Na manhã desta quarta-feira (22), peixes da espécie tilápia foram novamente encontrados mortos às margens da Lagoa que deu origem ao município de Lagoa Nova, município distante 140 quilômetros de Natal. No início de fevereiro deste ano, em um desastre ambiental sem precedentes, milhares de peixes também morreram. A falta de oxigênio na água, supostamente causada pela seca, foi cogitada como responsável pelo desastre.

Segundo Gilberto Oliveira, jornalista e morador da região, desta vez a mortandade foi em escala menor. No dia 25 de fevereiro, a Prefeitura de Lagoa Nova informou que havia contratado a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) para analisar a água da lagoa e anunciou que o laudo apontando a causa do desastre deveria ficar pronto em meados de março. O resultado, no entanto, até hoje não foi divulgado. 

À época, uma equipe de fiscalização do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) esteve no local e assessoria do órgão informou que as informações preliminares apontavam que a mortandade teria sido causada por falta de oxigênio. A coordenadora de fiscalização do Idema, Graça Azevedo, explicou que a morte dos peixes por asfixia ocorre por processo natural, já que a seca que atinge o município está reduzindo a quantidade de água na lagoa, que abriga grande quantidade de peixes. “Com isso, a disputa pelo oxigênio se torna maior, causando a morte de vários desses animais”, disse.

“Estudantes do curso técnico em Alimentos do IFRN de Currais Novos também coletaram amostras da água para análise. O resultado e o parecer técnico sobre a situação da Lagoa foram entregues no dia 26 de abril à vice-prefeita Vitória Mendes e ao secretário José Luiz Neto. Entretanto, os laudos não foram apresentados publicamente”, afirmou o jornalista. “Tentamos entrar em contado com o secretário, mas não obtivemos nenhuma resposta”, acrescentou.

G1

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